Transtornos Alimentares: Anorexia, Bulimia e Compulsão

Conheça os sintomas da anorexia, bulimia e compulsão alimentar e saiba quais são as opções mais eficazes de tratamento para transtornos alimentares com acompanhamento especializado.

Melissa Romero

Médica Psiquiatra

CRM - MG 42488 / RQE 32843

Introdução

Os transtornos alimentares são condições sérias de saúde mental que afetam não apenas o comportamento alimentar, mas também a saúde física, a autoestima e a qualidade de vida. Estão entre os distúrbios mais complexos, pois combinam fatores psicológicos, biológicos e sociais.

Entre os mais conhecidos estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o transtorno de compulsão alimentar periódica. Cada um tem características próprias, mas todos compartilham um ponto em comum: exigem diagnóstico precoce e tratamento especializado, já que podem levar a graves complicações médicas e até mesmo ao risco de morte.

Neste artigo, vamos explicar cada um desses transtornos, seus sintomas, riscos e opções de tratamento.


O que é anorexia nervosa

A anorexia nervosa é caracterizada pela restrição extrema da ingestão alimentar, medo intenso de ganhar peso e uma distorção da imagem corporal. Pessoas com anorexia frequentemente se veem acima do peso, mesmo estando perigosamente abaixo do recomendado.

Sintomas comuns incluem:

  • Perda de peso significativa e persistente.
  • Recusa em manter peso saudável para idade e altura.
  • Dietas extremamente restritivas.
  • Exercício físico excessivo.
  • Negação do problema, mesmo diante de sinais claros de desnutrição.

Complicações médicas: desnutrição grave, fraqueza muscular, anemia, queda de cabelo, falência de órgãos e risco aumentado de morte súbita.


O que é bulimia nervosa

A bulimia nervosa envolve episódios recorrentes de ingestão de grandes quantidades de alimentos em pouco tempo, acompanhados de sensação de perda de controle. Para compensar esse comportamento, a pessoa recorre a métodos inadequados, como vômitos autoinduzidos, uso de laxantes ou jejuns prolongados.

Sintomas típicos incluem:

  • Compulsões alimentares seguidas de comportamentos compensatórios.
  • Preocupação excessiva com o peso e a forma corporal.
  • Flutuações de peso frequentes.
  • Vergonha ou culpa após os episódios de compulsão.

Complicações médicas: desequilíbrios eletrolíticos, erosão dentária causada por vômitos, inflamação na garganta, problemas gastrointestinais e risco cardiovascular aumentado.


O que é compulsão alimentar periódica

O transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP) é caracterizado por episódios de ingestão de grandes quantidades de comida, mas sem os comportamentos compensatórios da bulimia. As pessoas comem rapidamente, até se sentirem desconfortavelmente cheias, mesmo sem fome.

Sintomas comuns incluem:

  • Comer em excesso de forma recorrente.
  • Sensação de perda de controle durante os episódios.
  • Comer escondido por vergonha.
  • Sentimentos de culpa, tristeza ou vergonha após as crises.

Complicações médicas: obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e transtornos emocionais associados.


Causas e fatores de risco

Os transtornos alimentares têm causas multifatoriais:

  • Biológicos: predisposição genética, alterações hormonais, funcionamento de neurotransmissores ligados ao apetite e ao humor.
  • Psicológicos: baixa autoestima, perfeccionismo, ansiedade, depressão.
  • Sociais e culturais: pressão estética, padrões irreais de beleza, críticas sobre o corpo.
  • Eventos de vida: bullying, abusos, traumas.

Tratamento dos transtornos alimentares

O tratamento deve ser multiprofissional, envolvendo psiquiatra, psicólogo e nutricionista.

  1. Avaliação médica: identificar complicações físicas, como desnutrição ou problemas cardíacos.
  2. Psicoterapia: especialmente a terapia cognitivo-comportamental, que ajuda a modificar padrões de pensamento distorcidos sobre alimentação e corpo.
  3. Medicação: em alguns casos, antidepressivos podem auxiliar no controle da compulsão e na redução de sintomas de ansiedade e depressão.
  4. Apoio nutricional: reintrodução de hábitos alimentares saudáveis e equilibrados.
  5. Acompanhamento familiar: apoio próximo da família é fundamental para recuperação.

Conclusão

Os transtornos alimentares não devem ser tratados como simples questões de vaidade ou falta de força de vontade. Eles são doenças sérias, que podem ter consequências fatais se não houver intervenção adequada. Buscar ajuda profissional é o primeiro passo para recuperação.


Se você ou alguém próximo apresenta sinais de transtorno alimentar, agende uma avaliação com a Dra. Melissa Romero pela página de Localização e Contato.
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