O que é um transtorno psicótico
Chamamos de transtorno psicótico o conjunto de quadros em que há uma alteração significativa no contato da pessoa com a realidade. Isso pode aparecer como alucinações, que são percepções sem estímulo correspondente, como ouvir vozes; como delírios, que são convicções firmes que não se sustentam nos fatos e não se modificam com argumentação; e ainda como pensamento desorganizado ou comportamento que foge do habitual para aquela pessoa.
A psicose não é um diagnóstico único. Ela é um conjunto de sinais clínicos que pode aparecer na esquizofrenia, no transtorno bipolar, em depressões graves, em quadros associados ao uso de substâncias e também em doenças clínicas e neurológicas. Por isso, a primeira tarefa da consulta não é rotular, e sim compreender o que está por trás daquilo que o paciente está vivendo.
Sinais que indicam a necessidade de avaliação
Nem todo quadro começa de forma abrupta. Com frequência existe um período anterior, de semanas ou meses, em que a família percebe mudanças difíceis de nomear. Procurar avaliação nessa fase permite investigar com mais tranquilidade e organizar o cuidado mais cedo.
A presença de um desses sinais, isoladamente, não significa que exista um transtorno psicótico. Ela indica que vale conversar com um médico psiquiatra para entender o contexto, a duração e o impacto do que está acontecendo.
- Ouvir, ver ou sentir coisas que as outras pessoas não percebem
- Ideias de perseguição, de estar sendo observado ou de ter missões e poderes incomuns
- Fala confusa, com ideias que não se conectam entre si
- Afastamento progressivo de amigos, do trabalho ou dos estudos
- Desconfiança intensa, medo persistente ou irritabilidade fora do habitual
- Queda no autocuidado, alterações do sono e abandono da rotina diária
A entrevista inicial com a Dra. Melissa Romero
A avaliação começa por uma entrevista detalhada. A Dra. Melissa Romero escuta como os sintomas surgiram, com que frequência aparecem, quanto interferem no dia a dia e o que o próprio paciente entende do que está acontecendo com ele. A presença de um sinal isolado não define nada por si só: o que orienta o raciocínio clínico é o conjunto.
Com a concordância do paciente, familiares ou pessoas próximas podem contribuir com informações. Em quadros psicóticos essa visão de fora costuma ser valiosa, porque nem sempre a própria pessoa reconhece as mudanças que estão ocorrendo.
Histórico médico, familiar e exames complementares
A consulta revisa episódios anteriores, medicações já utilizadas, uso de álcool e de outras substâncias, doenças clínicas em curso, histórico familiar de transtornos mentais e eventos estressantes recentes. Cada um desses elementos muda a leitura do caso.
Quando há indicação, a Dra. Melissa Romero solicita exames laboratoriais ou de imagem e pode pedir avaliação de outras especialidades. O objetivo é afastar causas orgânicas, como alterações hormonais, quadros neurológicos, infecções e efeitos de medicações, que podem produzir sintomas muito parecidos com os de um transtorno psiquiátrico.
Critérios diagnósticos e diagnóstico diferencial
A conclusão diagnóstica se apoia em critérios reconhecidos, como os do DSM-5 e da CID-11, sempre aplicados à história concreta daquele paciente e não a um caso genérico.
O diagnóstico diferencial é uma etapa central. Sintomas psicóticos podem aparecer na esquizofrenia, no transtorno esquizoafetivo, no transtorno bipolar com sintomas psicóticos, na depressão com sintomas psicóticos, em quadros induzidos por substâncias e em condições clínicas. Distinguir entre essas possibilidades muda a conduta, e por isso a avaliação pode se estender por mais de um encontro.
Como o tratamento é conduzido
Definida a hipótese diagnóstica, a Dra. Melissa Romero discute os achados com o paciente e com a família em linguagem acessível e constrói um plano individualizado. Ele costuma combinar tratamento medicamentoso com medicações da classe dos antipsicóticos, acompanhamento psiquiátrico regular, psicoterapia e suporte psicossocial.
As respostas ao tratamento variam de pessoa para pessoa. Por isso o plano é revisto periodicamente, com atenção aos efeitos esperados, aos efeitos colaterais e ao momento de vida do paciente. Nenhuma conduta é iniciada sem que o paciente compreenda o que está sendo proposto.
O papel da família e da rotina no acompanhamento
Familiares bem orientados ajudam a identificar sinais precoces de recaída, apoiam a continuidade do tratamento e reduzem conflitos em casa. Parte das consultas pode ser dedicada a essa orientação, respeitando sempre o sigilo e a autonomia do paciente adulto.
Sono regular, redução do uso de álcool e de outras substâncias, retomada gradual de atividades e manutenção de vínculos sociais são elementos que sustentam o acompanhamento a longo prazo, ao lado das consultas médicas.
Onde a Dra. Melissa Romero atende
O consultório fica no Edifício Vinhedos Office, na Av. dos Vinhedos, 70, Sala 1104, bairro Jardim Karaíba, em Uberlândia/MG, com acesso simples para quem vem de outras regiões da cidade. A Dra. Melissa Romero também acompanha pacientes de Araguari, Uberaba, Ituiutaba, Patos de Minas e Monte Carmelo, além de realizar consultas online para quem prefere ou precisa desse formato.
Se você ou alguém próximo está passando por sintomas como os descritos aqui, agende uma consulta pelo telefone ou WhatsApp (34) 99916-3355 e converse com a Dra. Melissa Romero, CRM-MG 42488 e RQE 32843, médica psiquiatra em Uberlândia.
Perguntas frequentes
Transtorno psicótico tem tratamento?
Sim, os transtornos psicóticos são condições tratáveis e acompanhadas por médico psiquiatra. O tratamento costuma combinar medicação, consultas regulares, psicoterapia e apoio familiar. A evolução varia de pessoa para pessoa, e por isso o plano é revisto ao longo do tempo em conjunto com o paciente.
Qual a diferença entre psicose e esquizofrenia?
Psicose é um conjunto de sintomas, como alucinações e delírios, que pode aparecer em várias condições diferentes. Esquizofrenia é um diagnóstico específico, com critérios próprios de sintomas e de duração. Toda esquizofrenia envolve psicose, mas nem toda psicose é esquizofrenia, e essa distinção depende de avaliação médica.
Como convencer um familiar a procurar um psiquiatra?
Fale a partir do que você observou, sem discutir o conteúdo dos delírios e sem confronto. Ofereça acompanhar a pessoa na consulta e apresente a avaliação como um cuidado com o sono, a ansiedade ou o mal-estar que ela reconhece sentir. Em situações de risco imediato, procure serviço de urgência.
Quantas consultas são necessárias para chegar ao diagnóstico?
Não existe um número fixo. Em geral a primeira consulta é mais longa e os encontros seguintes complementam o histórico, avaliam a resposta inicial e revisam exames, quando solicitados. A Dra. Melissa Romero informa ao paciente e à família em que ponto a investigação se encontra.
O acompanhamento pode ser feito por consulta online?
Em muitos casos sim, conforme as normas do Conselho Federal de Medicina sobre telemedicina. A indicação é definida pela Dra. Melissa Romero na avaliação, considerando a fase do quadro e a necessidade de exame presencial. Essa possibilidade pode ser conversada no agendamento.
Agende sua consulta
A Dra. Melissa Romero está à disposição para esclarecer suas dúvidas e oferecer um acompanhamento especializado e acolhedor.