Transtorno de Pânico: Crises e Manejo

O Transtorno de Pânico envolve crises inesperadas de ansiedade extrema. O artigo detalha os sintomas físicos (simulando um infarto), a diferença para a Ansiedade Generalizada e o manejo com medicação (ISRS) e a TCC para desafiar a interpretação catastrófica dos sintomas.

Melissa Romero

Médica Psiquiatra

CRM - MG 42488 / RQE 32843

Transtorno de Pânico: Crises e Manejo | Dra. Melissa Romero | Pisquiatra

Transtorno de Pânico: Crises Súbitas, Medo Intenso e a Recuperação da Autonomia

O **Transtorno de Pânico** é um transtorno de ansiedade caracterizado pela ocorrência de ataques de pânico recorrentes e inesperados. Um ataque de pânico é um episódio súbito de medo e desconforto intensos, atingindo um pico em minutos e acompanhado por sintomas físicos e cognitivos avassaladores. A experiência é tão real e aterrorizante que muitas pessoas acreditam estar sofrendo um infarto, um derrame ou “perdendo o controle” mental. Essa condição pode ser extremamente limitante, levando o paciente a evitar lugares ou situações onde a crise ocorreu (*agorafobia*). A Dra. Melissa Romero, com sua abordagem especializada, é essencial para diagnosticar o Transtorno de Pânico e guiar o paciente no tratamento que restaura a segurança e a autonomia.

O Ataque de Pânico: Sintomas que Simulam uma Emergência Física

Um ataque de pânico é uma ativação desregulada do sistema de “luta ou fuga”. Embora não haja perigo real, o corpo reage como se estivesse em risco iminente de morte. Os sintomas físicos são a principal razão pela qual o paciente procura a emergência, muitas vezes acreditando ser um problema cardíaco. O ataque de pânico envolve a manifestação de, no mínimo, quatro dos seguintes sintomas:

  • **Cardíacos e Respiratórios:** Palpitações, taquicardia, dor no peito, falta de ar, sensação de sufocamento.
  • **Gastrointestinais:** Náuseas, desconforto abdominal.
  • **Neurológicos:** Tontura, sensação de desmaio, dormência ou formigamento (parestesias).
  • **Cognitivos:** Medo de morrer, medo de perder o controle, sensação de irrealidade (*despersonalização/desrealização*).

A chave para o diagnóstico é a natureza **inesperada** das crises e o medo persistente de ter novos ataques, o que distingue o Transtorno de Pânico da Ansiedade Generalizada.

O Ciclo Vicioso da Agorafobia e o Medo do Próprio Corpo

O Transtorno de Pânico frequentemente leva à **Agorafobia**, que é o medo de estar em locais ou situações onde seria difícil escapar ou receber ajuda caso a crise de pânico ocorra (ex: transporte público, multidões, cinemas, ou sair de casa sozinho). Esse medo é resultado da associação traumática da crise com o ambiente. O paciente passa a evitar esses locais, limitando drasticamente sua vida. O psiquiatra deve atuar para quebrar esse ciclo de evitação e medo, muitas vezes causado pela interpretação **catastrófica** dos sintomas físicos (a tontura significa que vou desmaiar, a palpitação significa que vou ter um ataque cardíaco).

O Tratamento Eficaz: Medicação e TCC Focada

O tratamento do Transtorno de Pânico é um dos mais responsivos na psiquiatria, combinando medicação para reduzir a frequência das crises e psicoterapia para mudar o comportamento de evitação e a interpretação cognitiva:

  • **Terapia Farmacológica (Medicação):** O tratamento de primeira linha são os **Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRS)**, em doses ajustadas pelo psiquiatra. O uso inicial de benzodiazepínicos pode ser necessário para quebrar o ciclo de crises agudas, mas eles devem ser utilizados com cautela e sob supervisão.
  • **Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC):** A TCC é crucial para o tratamento definitivo. O foco é na **Reestruturação Cognitiva** (desafiar a interpretação catastrófica) e na **Exposição Interoceptiva** (induzir intencionalmente sintomas físicos da crise em um ambiente seguro para “desaprender” o medo deles).

Estratégias de Enfrentamento Durante a Crise

A Dra. Melissa Romero orienta seus pacientes sobre técnicas de enfrentamento para serem usadas no momento da crise:

  • **Respiração Diafragmática:** Reduzir a hiperventilação e acalmar o sistema nervoso.
  • **Ancoragem:** Focar em objetos no ambiente para se reconectar com a realidade e reduzir a desrealização.
  • **Afirmação Cognitiva:** Repetir a si mesmo “Isso é ansiedade, não é um ataque cardíaco, vai passar”.

O tratamento eficaz devolve ao paciente a confiança no próprio corpo e a liberdade para retomar sua vida sem o medo constante da próxima crise.

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