Mania no Bipolar: Euforia, Impulsividade e Crise

A Fase de Mania no Bipolar (Tipo I) é uma emergência psiquiátrica devido à hiperatividade, impulsividade e juízo crítico comprometido. O artigo detalha os sintomas de euforia e a necessidade de estabilização imediata com medicamentos para proteger o paciente de consequências sociais e financeiras.

Melissa Romero

Médica Psiquiatra

CRM - MG 42488 / RQE 32843

Mania no Bipolar: Euforia, Impulsividade e Crise | Dra. Melissa Romero | Pisquiatra

Mania no Transtorno Bipolar: Euforia, Impulsividade e a Necessidade de Estabilização Imediata

O **Transtorno Afetivo Bipolar (TAB)** é conhecido pela alternância de episódios de depressão e episódios de euforia ou irritabilidade extrema. Embora a depressão seja a fase que mais leva o paciente a procurar ajuda, é a fase de **Mania** (ou Hipomania, no tipo II) que apresenta o maior risco de consequências sociais, financeiras e legais devido à impulsividade e ao comprometimento do juízo crítico. A Mania é um estado de humor anormalmente e persistentemente elevado, expansivo ou irritável, acompanhado por um aumento anormal da atividade e da energia. A Dra. Melissa Romero enfatiza a importância do reconhecimento precoce da Mania como uma emergência psiquiátrica e a intervenção imediata para proteger o paciente e estabilizar o humor.

A Aceleração Maníaca: Sintomas de Hiperatividade e Grandiosidade

A Mania é um estado de alta energia que dura, no mínimo, uma semana, sendo tão grave que exige hospitalização ou causa prejuízo funcional óbvio. Os sintomas mais comuns da fase de Mania incluem:

  • **Humor Elevado e Euforia:** Sentimento de ser “invencível”, excessivamente feliz ou expansivo, ou, alternativamente, irritabilidade extrema.
  • **Aceleração Psicomotora e Fuga de Ideias:** Pensamento e fala rápidos, dificuldade em manter o foco e passar de um assunto para o outro rapidamente.
  • **Redução da Necessidade de Sono:** O paciente dorme muito pouco (apenas 2 ou 3 horas) e se sente totalmente descansado.
  • **Comportamentos de Risco e Impulsividade:** Gastos excessivos, investimentos irresponsáveis, aumento da libido e envolvimento em atividades de risco.
  • **Grandiosidade:** Crenças infladas sobre si mesmo (ser um gênio, ter poderes especiais ou uma missão divina).

Na **Hipomania** (comum no Transtorno Bipolar Tipo II), os sintomas são semelhantes, mas menos intensos e não causam prejuízo funcional grave, embora também exijam monitoramento.

O Risco do Abuso de Substâncias e as Consequências Sociais

A impulsividade e a busca por prazer inerentes à fase de Mania aumentam dramaticamente o risco de abuso de substâncias (álcool, drogas) e comportamentos de risco (dirigir em alta velocidade, sexo sem proteção). As consequências sociais e financeiras não tratadas podem ser devastadoras, como divórcios, perda de emprego, grandes dívidas e problemas legais. O papel do psiquiatra na crise é prioritariamente garantir a segurança do paciente e do seu entorno.

Tratamento: O Pilar dos Estabilizadores de Humor

O tratamento do Transtorno Bipolar é focado na estabilização do humor e na prevenção de novos episódios. A medicação de base são os **Estabilizadores de Humor**:

  • **Lítio:** O estabilizador clássico e um dos mais eficazes para prevenir a mania e reduzir o risco de suicídio. Exige monitoramento rigoroso dos níveis sanguíneos e da função renal/tireoidiana.
  • **Anticonvulsivantes:** Medicamentos como Valproato, Lamotrigina e Carbamazepina, que também possuem propriedades estabilizadoras.
  • **Antipsicóticos:** Medicamentos atípicos são frequentemente usados para controlar a Mania aguda e prevenir a recorrência, especialmente quando há sintomas psicóticos (delírios de grandeza).

Durante a crise de Mania, a Dra. Melissa Romero pode precisar de sedação inicial e o ajuste rápido das medicações para trazer o paciente de volta ao estado eutímico (humor normal).

Psicoeducação e Acompanhamento Contínuo

O Transtorno Bipolar exige tratamento contínuo (geralmente por toda a vida) e a **Psicoeducação** é fundamental. O paciente e a família precisam aprender a reconhecer os sinais precoces de uma nova crise (alteração no sono é um forte preditor) e a manter a adesão à medicação, mesmo nos períodos de bem-estar. A Psicoterapia (TCC ou Terapia Interpessoal) ajuda o paciente a lidar com as consequências da doença e a desenvolver estratégias de regulação emocional.

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