TEPT: Trauma, Flashbacks e Tratamento

O TEPT é uma resposta prolongada a um evento traumático. O artigo detalha a diferença para o Estresse Agudo, a importância de terapias de reprocessamento (EMDR, TCC Focada) e o uso de medicação para controlar pesadelos e hipervigilância.

Melissa Romero

Médica Psiquiatra

CRM - MG 42488 / RQE 32843

TEPT | Dra. Melissa Romero | Pisquiatra

TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático): O Impacto do Trauma e o Caminho do Reprocessamento

O **Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)** é uma condição psiquiátrica que se desenvolve após a exposição a um evento traumático (como guerra, desastres naturais, agressões, acidentes graves ou violência). O trauma não é apenas o evento em si, mas a forma como a memória é processada e armazenada no cérebro. No TEPT, o cérebro falha em integrar a memória do evento, que fica “congelada” e é revivida no presente. Os sintomas são persistentes e causam um sofrimento significativo. O TEPT exige uma abordagem especializada, e a Dra. Melissa Romero utiliza terapias de reprocessamento e manejo farmacológico para ajudar o paciente a integrar a memória traumática e retomar o controle sobre sua vida.

Os Três Grupos de Sintomas do TEPT: Reexperiência, Esquiva e Hipervigilância

O diagnóstico do TEPT é feito pela presença persistente de sintomas pertencentes a três grupos principais, que duram mais de um mês após o evento traumático (diferenciando-o do Transtorno de Estresse Agudo):

  1. **Reexperiência (Intrusão):** É a característica mais marcante. O paciente revive o evento traumático através de **flashbacks** (sentindo que o evento está acontecendo novamente), pesadelos vívidos e pensamentos angustiantes e involuntários sobre o trauma.
  2. **Esquiva (Evitação):** O paciente evita ativamente qualquer coisa que possa ser um lembrete do trauma (lugares, pessoas, conversas). Pode haver um embotamento emocional, onde o paciente se sente “dormente” ou incapaz de sentir prazer.
  3. **Hipervigilância (Aumento da Reatividade):** Um estado constante de alerta. O paciente está sempre “na ponta dos pés”, com respostas de sobressalto exageradas, irritabilidade e dificuldade de concentração e sono.

O TEPT pode ser complexo quando o trauma é crônico ou prolongado (como abuso infantil), exigindo uma abordagem terapêutica mais profunda.

O Tratamento Psiquiátrico: Acalmando o Sistema de Alarme

O objetivo do tratamento farmacológico é reduzir a intensidade dos sintomas centrais, permitindo que o paciente se engaje na psicoterapia. A medicação atua para “acalmar” o sistema de alarme cerebral e melhorar o sono:

  • **ISRS e Inibidores de Recaptação de Serotonina e Noradrenalina (IRSN):** São a primeira linha de tratamento para reduzir a ansiedade, a reexperiência e a depressão comórbida.
  • **Prazosina:** Medicamento específico que pode ser utilizado para reduzir a frequência e a intensidade dos **pesadelos** relacionados ao trauma, um sintoma central do TEPT.
  • **Estabilizadores de Humor:** Podem ser usados para controlar a irritabilidade e a reatividade emocional exacerbada.

Psicoterapia de Reprocessamento: EMDR e TCC Focada no Trauma

A psicoterapia é indispensável no TEPT, mas deve ser focada no trauma e não apenas nos sintomas. A Dra. Melissa Romero utiliza técnicas que ajudam o cérebro a reprocessar a memória traumática:

  • **Terapia Cognitivo-Comportamental Focada no Trauma (TCC-F):** Inclui a reexposição imaginária e a reestruturação cognitiva para desafiar a interpretação catastrófica e a crença de que o perigo é constante.
  • **Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares (EMDR):** Uma técnica que utiliza o movimento ocular guiado para estimular os mecanismos de processamento de memória do cérebro, facilitando a integração da memória traumática de forma menos angustiante.

O trabalho de reprocessamento, feito com segurança e gradualidade, permite ao paciente “arquivar” a memória do trauma no passado, reduzindo a intensidade dos flashbacks no presente.

O Suporte Social e a Recuperação da Confiança

A recuperação do TEPT é uma jornada que exige paciência e o restabelecimento da confiança no mundo e nos outros. O suporte familiar e social é crucial. O tratamento busca não apenas a remissão dos sintomas, mas a recuperação da capacidade funcional do paciente, permitindo que ele volte a se sentir seguro e engajado na vida, livre da sombra do passado.

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